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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Justiça decreta prisão da mãe e do padastro de jovem morto a facadas

A Justiça decretou na quinta-feira (9) a prisão preventiva da mãe e do padrasto do jovem Itaberli Lozano, de 17 anos, achado morto em janeiro deste ano em Cravinhos (SP) e de dois jovens acusados de participação no crime, confirmou ao G1 o delegado responsável pelas investigações, Helton Testi Renz.
A Polícia Civil concluiu nas investigações que a gerente de supermercado Tatiana Lozano Pereira, de 32 anos, matou o próprio filho a facadas e contou com a participação de Victor Roberto da Silva, de 19 anos, e Miller da Silva Barissa, de 18, que foram contratados pela mãe para dar um “corretivo” em Itaberli e espancaram o adolescente na casa da família. Um exame revelou que havia marcas de sangue humano na residência.
Itaberli foi morto ao chegar em sua casa em Cravinhos no fim de dezembro (Foto: Reprodução / EPTV)
Marido de Tatiana, o tratorista Alex Pereira, de 30 anos, retirou o corpo do imóvel e o levou até um canavial, onde foi incendiado, de acordo com Renz.
O G1 tentou entrar em contato com o advogado de defesa da mãe e do padrasto, mas não o localizou até a publicação desta reportagem.
Advogado de defesa dos dois jovens, Flávio Tiepolo informou que entrará com pedido de habeas corpus na próxima semana e argumenta que não há elementos que indiquem que os rapazes tenham cometido o homicídio. "Eles estiveram no local do crime, mas não participaram da execução", alega.
Inquérito policial
Os pedidos de prisão preventiva foram encaminhados à Justiça na semana passada, quando a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a mãe e o padrasto do adolescente, além de Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Imagem postada em rede social mostra Itaberli ao lado da mãe (Foto: Reprodução/Facebook)
Com a decisão da Justiça, Tatiana, presa temporariamente desde 11 de janeiro, permanecerá na Penitenciária de Tremembé (SP) durante o andamento do processo penal.
Pereira, detido também desde o dia 11, Silva e Barissa - presos desde 13 de janeiro - serão transferidos da cadeia de Santa Rosa de Viterbo (SP) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul (SP).
“Eu não tenho nenhuma dúvida de que a vítima tinha um relacionamento muito conturbado com os familiares, sobretudo com a mãe, e que isso motivou o homicídio. A participação dos quatro maiores e da adolescente está comprovada. Todos estavam no local, todos participaram e devem responder por homicídio qualificado”, afirma o delegado.
Suspeita de apresentar Tatiana aos dois rapazes, uma estudante de 16 anos continua internada na Fundação Casa. De acordo com Renz, foi aberta uma sindicância para comprovar a participação direta dela no crime.
Em caso positivo, ela poderá responder por ato infracional equiparado a homicídio qualificado, permanecendo na Fundação até completar 21 anos.
“Dá nossa parte, o inquérito está concluído. A gente só aguarda agora os laudos da necropsia e do DNA, que a gente vai remeter junto ao processo, e a constituição do crime, que deverá ser feita no início de março”, afirma.
Itaberli Lozano foi encontrado morto em canavial na Rodovia José Fregonezi (Foto: Reprodução/Facebook)
O crime
O corpo de Itaberli Lozano, de 17 anos, foi encontrado carbonizado em um canavial em Cravinhos em 7 de janeiro. A família registrou um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento do adolescente dois dias depois.
No dia 11 de janeiro, a mãe e o padrasto foram presos e confessaram o crime. Inicialmente, Tatiana disse que discutiu com o filho dentro de casa, o esfaqueou na madrugada de 29 de dezembro e, com a ajuda do marido, queimou o corpo no canavial.
Em um segundo depoimento, a mãe voltou atrás e contou que havia aliciado dois jovens para darem um “corretivo” no filho, mas sem a intenção de matá-lo. Tatiana disse que ligou para Itaberli, que estava na casa da avó paterna, alegando que queria se reconciliar.
Dois dias depois, a Polícia Civil prendeu dois jovens suspeitos de ajudar Tatiana a matar Itaberli. A gerente de compras entrou em contato com os rapazes através de uma estudante, de 16 anos, que afirmou em depoimento ao Ministério Público que a mãe do menino não suportava mais o convívio e queria dar um "corretivo" nele. A menor diz que viu a mãe esfaquear Itaberli.
Com a ajuda do padrasto, Tatiana, os jovens e a adolescente armaram uma emboscada para a vítima. Após uma briga com a mãe, o jovem se mudou para a casa da avó paterna. Com a desculpa de que queria fazer as pazes, Tatiana o chamou para voltar para casa, onde o trio estava escondido.
Os depoimentos divergem, sendo que ninguém afirma ter dado o golpe fatal no rapaz.
Poucos dias depois da identificação do corpo, um tio de Itaberli chegou a levantar a hipótese de que o homicídio teria sido motivado por homofobia.
O Ministério Público investiga a possibilidade após ter recebido cópias de uma postagem da vítima nas redes sociais dizendo que apanhou a mando da mãe por ser homossexual.
Fonte: G1
Por: Gabriela Castilho

SP: MP denuncia 9 por lavagem de dinheiro em cartel de trens

O ministério Público Federal (MPF) denunciou nove pessoas no chamado cartel dos trens, que teriam usado falsas empresas de consultoria e contas no exterior para lavar dinheiro de corrupção paga para assegurar a atuação de um cartel de multinacionais na construção do primeiro trecho (Capão Redondo - Largo Treze) da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo pelo valor de R$ 527 milhões, informou o MPF.
Foto: Edson Lopes Jr/A2 Fotografia
Os acusados são seis executivos de multinacionais, dois ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e um intermediário, que foram denunciados por lavagem de dinheiro oriundo de corrupção. O esquema de corrupção teria previsto o desvio de 5% dos mais de R$ 500 milhões envolvidos no contrato. Segundo o MPF, o cartel foi articulado entre 1999 e 2000 e os recursos foram movimentados no Brasil e no exterior entre 2000 e 2011.
"O dinheiro que passou pelas empresas de consultoria - era previsto o pagamento de 5% do valor total do contrato a título de propina [um total de R$ 26,3 milhões] - irrigou contas de vários servidores públicos e agentes políticos, nem todos identificados pela investigação", diz nota do MPF.
Essa denúncia, de autoria do procurador da República Rodrigo de Grandis, só foi possível agora por causa da chegada, no final do ano passado, de dados de uma cooperação com o Uruguai, informou o órgão. Segundo o MPF, os dados foram fundamentais para detalhar como ocorreu a lavagem por meio das falsas empresas de consultoria.
Fonte: Terra

Adolescente encontra cascavel adulta em vaso sanitário da própria casa

<p>Foto: Reprodução/Facebook/Big Country Snake Removal</p>
Aqueles que têm fobia de cobras provavelmente não vão dormir depois de ler essa notícia. E mesmo os que nem ligam podem se sentir incomodados.
Um adolescente levou um susto ao encontrar uma cascavel no vaso sanitário de sua casa em Abeline, no estado do Texas, nos Estados Unidos.
Ele imediatamente avisou o pai, que acionou um serviço especializado no resgate de répteis.
CASA INFESTADA
E, como se a situação pudesse piorar, um especilista na espécie ainda encontrou mais 23 cobras na casa. Treze delas, todas cascavéis adultas, estavam em um abrigo para tempestades.
Fonte: Yahoo
Juiz devolve cargo a Moreira, mas tira dele foro privilegiado
AGU afirmou que suspensão da posse de Moreira Franco pode provocar 'danos irreparáveis ao país': Ministro Moreira Franco – 03/02/2017
© image/jpeg Ministro Moreira Franco – 03/02/2017
Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu nesta sexta-feira derrubar a liminar de uma juíza federal da primeira instância do Rio de Janeiro e manter a nomeação de Moreira Franco à Secretaria-Geral da Presidência da República, cargo recriado pelo presidente Michel Temer na semana passada. O juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho, da Sexta Turma Especializada do TRF2, no entanto, tirou de Moreira a prerrogativa de foro privilegiado conferida pela posse na pasta.
Ontem, a juíza Regina Coeli Formisano, da 6º Vara Federal do Rio, suspendeu liminarmente a nomeação do peemedebista. “Peço, humildemente perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade as suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado”, escreveu Regina.
A magistrada atendeu a uma ação popular do advogado José Agripina da Silva de Oliveira, que alegava desvio de finalidade na concessão do status de ministro a Moreira Franco.
Alcides Ribeiro Filho entende que são cabíveis suspeitas de que Michel Temer pretendia blindar o aliado com foro privilegiado ao recriar a Secretaria-Geral da Presidência, mas que a situação poderia ser resolvida com a retirada da prerrogativa de Moreira Franco, que continuaria no cargo.
“O senhor Moreira Franco já exercia um cargo de confiança, na alta esfera hierárquica do Governo Federal, não se verificando qualquer urgência a justificar a sua nomeação. A extrapolação finalística ante os substanciais indícios de desvio, contudo, pode ser afastada de modo a preservar parcialmente o ato administrativo impugnado, admitindo-se a nomeação ao cargo sem a prerrogativa do foro privilegiado”, decidiu o juiz federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) notificou Michel Temer nesta sexta-feira a enviar uma resposta com os motivos pelos quais indicou o aliado ao cargo. O ministro responsável pela decisão será o decano da Corte, Celso de Mello.
Fonte: veja.com

Perícia mostra que contrato do tríplex foi rasurado

A PF descobriu que os rabiscos no documento apreendido na casa de Lula escondiam a palavra “tríplex”
Em sua proposta de delação premiada, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, revelou que a cobertura tríplex que o ex-presidente Lula comprou na praia do Guarujá, em São Paulo, foi, na verdade, um presente da empreiteira. VEJA mostrou os principais pontos das confissões do empreiteiro, que está preso e negocia um acordo de colaboração. Pinheiro contou que, em 2010, soube que Lula estaria interessado no imóvel. O recado, segundo ele, foi-lhe transmitido por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Vaccari pediu ao empreiteiro que reservasse uma cobertura tríplex do prédio para o ex-presidente. Não houve discussão sobre preços, prazos ou condições de financiamento, por uma razão elementar: não existiu pagamento — ao menos não da maneira convencional. “Ficou acertado com Vaccari que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, contou Pinheiro. A defesa do ex-presidente sempre disse que as acusações de corrupção contra ele não tinham fundamento. Alega que Lula, em 2005, assinou uma proposta para comprar uma unidade no edifício — qualquer unidade, e não especificamente um tríplex. Em uma busca autorizada pela Justiça, os investigadores da Lava Jato apreenderam na casa do ex-presidente a tal “proposta de adesão”. Um dos campos estava totalmente rabiscado e o número da unidade adquirida havia sido alterado, passou de “174 para 141”. Ou seja: deixava de ser o tríplex e passava a ser uma unidade convencional. O juiz Sergio Moro requisitou uma perícia — e a novidade saída dela derruba a versão de Lula.
Fonte. Veja.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Crise no ES: 703 PMs foram indiciados por crime de revolta

Soldados das Forças Armadas durante patrulhamento em Vitória
© image/jpeg Soldados das Forças Armadas durante patrulhamento em Vitória
No sétimo de caos na segurança pública no Estado do Espírito Santo, o comandante da Polícia Militar, Nylton Pereira, declarou na manhã desta sexta-feira que 703 policiais militares serão indiciados pelo crime de revolta – caso sejam condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de detenção. Segundo o comandante, os PMs terão o ponto cortado desde sábado e ficarão sem receber férias e escala especial.
“O crime de desobediência, é uma transgressão grave para o militar. Quando evolui para motim, prevê 4 a 8 anos de detenção. Quando os policias estão armados, configura crime de revolta, que prevê pena de 8 a 20 anos. Ontem indiciamos 327 policiais militares por revolta. Hoje indiciamos 376, resultando em 703 indiciados. Esses policiais terão o ponto cortado desde sábado, não vão receber férias nem a escala especial”, afirmou o comandante.
O secretário de segurança, André Garcia, afirmou que o governo não tem mais capacidade de diálogo. A categoria reivindica 43% de reposição salarial. As representantes dos PMs sugeriram, em reunião nesta quinta, o parcelamento do reajuste – um aumento inicial de 15% e os demais 28% no prazo de 12 meses. Mas o governo ofereceu apenas uma possibilidade de reajuste a partir dos resultados de arrecadação do primeiro quadrimestre deste ano, sem apresentar porcentual.
“Ontem foi a oitava tentativa reunido com representantes das entidades militares e familiares de grevistas. Infelizmente, após uma reunião que durou quase 10 horas, não foi possível sensibilizar os grevistas. As associações entendem que é preciso acabar a greve, mas as mulheres não concordam. Nossa obrigação é reconstruir a policia militar. Sera pedra sobre pedra. Vamos construir uma PM que nao volte as suas costas para a sociedade.”, afirmou o secretário.
Sete mulheres líderes do movimento participaram da reunião no Comitê de Negociação, sem a presença do secretário e do governador. A comissão de negociação criada pelo Estado é formada pelos secretários Júlio Pompeu, de Direitos Humanos, José Carlos da Fonseca, da Casa Civil, Eugênio Ricas, de Controle e Transparência, Paulo Roberto Ferreira, da Fazenda.

Mortes

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES), há 121 mortes no Estado desde a paralisação da PM até a manhã desta sexta-feira. O Espírito Santo vive uma onda de saques e roubos. As aulas foram suspensas e o transporte público opera precariamente.
Durante coletiva de imprensa nesta manhã, o secretário de segurança disse que eles consideram a hipótese de haver líderes do movimento envolvidos no caos instalado no Estado. “Estamos investigando um grupo que quer desestabilizar a ordem pública. Houve um atentado à rede Gazeta. Tivemos homicídios que não pareciam ser assaltos ou guerra de traficantes. Tivemos ameaças à circulaçao de coletivos, que não foram assaltos”, afirmou.
Fonte: Veja.com
Ao menos 5 batalhões do RJ têm saída bloqueada por parentes de PMs

© Fornecido por New adVentures, Lda.
Familiares de policiais militares do Rio fazem protestos em frente a pelo menos cinco batalhões da capital nesta sexta-feira (10). Desde o início da semana, parentes dos PMs se mobilizam nas redes sociais para repetir no Estado paralisação semelhante à que ocorre no Espírito Santo.
Como a Constituição veda greves da Polícia Militar, familiares de agentes driblam essa regra colocando-se diante dos batalhões e impedindo a saída das equipes de plantão.
Em nota oficial, o comando da PM no Rio diz que o "patrulhamento está normal em todo o Estado". "A manifestação de esposas/parentes de policiais militares que acontece em algumas Unidades da PM, segue pacífica", acrescenta.
A reportagem esteve nas unidades com protestos. Os batalhões visitados pela reportagem que tinham mobilizações são: Batalhão de Choque, CCP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora, Ramos, zona norte), 3o (Méier, zona norte), 6o (Tijuca), 16o (Olaria, zona norte). Nesses locais, parentes se agrupam na entrada dos batalhões e impedem a saída dos carros da tropa.
Até as 9h15 desta sexta-feira (10) não era possível ainda mensurar os impactos da mobilização com relação ao policiamento na cidade.
A reportagem faz desde as 5h uma ronda pela cidade. Às 8h, a reportagem cruzou a Linha Amarela, importante via expressa que liga as zonas norte a oeste, e nenhum carro policial foi visto. Ao circular pelas ruas de Olaria, zona norte, a reportagem viu três carros da PM circulando.
Dez mulheres e parentes de policiais se colocaram na porta do 6º BPM (Tijuca) e impedem a saída dos carros de polícia. Elas não quiseram se identificar. Carregavam uma faixa e levavam apitos.
No local, a saída dos agentes é permitida somente após eles mostrarem que não levam a farda na bolsa.
Entre 6h20 e 6h45 nenhum carro havia saído. Duas cadeiras de praia foram colocadas na entrada da unidade. Era possível ver ao menos 20 policiais no interior da unidade, ao lado de carros parados.
Um policial tentou negociar a saída de um carro para render uma equipe de cinco homens que estão na UPP do Andaraí, zona norte, mas foi impedido. As mulheres estão desde 0h desta sexta (10) na porta do local, mas passaram a impedir o trânsito de veículos a partir das 5h.
"Estamos aqui por melhores condições de trabalho para nossos maridos. Não dá para eles trabalharem sem receber", disse a fisioterapeuta D.R, 34 -ela não quis se identificar. Seu marido tem 13 anos de Polícia Militar.
"Eu nunca vi a tropa passar por isso. Eles não têm armamento, colete e o hospital da PM não tem material", acrescentou.
Servidores da segurança do Rio estão sem receber o 13o salário de 2016 e não receberam gratificações por trabalho fora da escala.
O protesto acontece depois do governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciar que iria reajustar o salário dos agentes de segurança, após boatos de que haveria um motim de PMs no Rio. O reajuste anunciado, contudo, já havia sido negociado em 2014.
MAIS BATALHÕES
No centro, ao menos 12 mulheres de policiais militares do Rio fazem uma mobilização em frente ao Batalhão de Choque. A reportagem encontrou o grupo com cartazes e apitos por volta das 5h10.
Durante os cerca de 20 minutos em que a reportagem esteve no local, apenas um carro deixou o batalhão, depois de um policial negociar a passagem.Eles iam trabalhar na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Falet, favela no centro do Rio.
Os policiais que chegavam cumprimentavam as mulheres e agradeciam o apoio. Das 12 mulheres, apenas uma se identificou como filha de policial. O restante se identificou como mulher de policiais. Elas disseram que se mobilizaram por meio do aplicativo WhatsApp.
A policial civil A.M.R, 48, é mulher de um subtenente do Batalhão de Choque, que trabalha há 18 anos na corporação. Ela afirma que a paralisação é a única forma de se valorizar o trabalho da polícia.
"Eu não tenho medo do que possa acontecer no Rio com a greve, mas passou da hora de a polícia ser valorizada. Eu preciso pagar minhas contas atrasadas", disse a mulher do subtenente.
Das 12 mulheres, quatro disseram estar com planos de saúde atrasados. Outras quatro disseram passar dificuldade para pagar aluguel.
Às 5h40, um grupo chegou com uma faixa, isopor e água. Entre os cartazes que carregavam, um deles dizia: "Você não gosta de polícia, chama o Batman."
No 3o BPM (Méier), na zona norte do Rio, cinco mulheres também fazem mobilização. Elas estão diante da unidade e impedem a saída de carros de polícia.As familiares dos PMs dizem que chegaram às 11h30 de quinta (9). A Folha esteve no local às 7h35 desta sexta (10).
Em Ramos, zona norte da cidade, quatro mulheres estão na porta da CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), que coordena as UPPs.
Um carro particular foi colocado atravessado na porta da unidade. Uma barraca de camping e uma escada deitada no chão também foram postas na entrada.Do lado de dentro é possível ver cerca de 30 policiais aguardando para iniciar o serviço na cidade. O comando coordena todas as unidades das UPPs e fica próximo ao Complexo do Alemão, na Penha, zona norte.
Apesar do protesto que acontece no CPP, a coordenadoria da UPP negou, em nota, que haja greve. "O policiamento não foi afetado e as trocas de turno ocorreram normalmente."
Por volta das 8h40, um grupo de 15 policiais tentou deixar a unidade. As mulheres deram as mãos e os PMs tiveram que voltar. Nenhum deixou o local.
No 16º BPM (Olaria, zona norte) uma tenda foi montada em uma das entradas do Batalhão. Nenhum carro ou agente saia do local.
PORTA-VOZ DA PMEm entrevista à TV Globo, o porta-voz da PM, major Ivan Blaz, minimizou a dimensão do protesto, mas reconheceu que há manifestações pontuais. Segundo ele, 95% do território do Rio que é policiado está coberto.
"Conseguimos manter o diálogo com os manifestantes. Sabemos que a causa é justa, mas sabemos também do papel fundamental da Polícia Militar na sociedade. Estamos no limiar entre a a barbárie e a civilidade", disse o major. Com informações da Folhapress. 
Fonte: Noticias ao minuto

O que não vazou dos grampos de Machado: acórdão entre PSDB e PMDB

A gravação das conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e caciques do PMDB, em maio do ano passado, paralisou o mundo político no ápice do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Entre os áudios de Machado com José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), alguns não foram vazados: os que incriminam diretamente Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB), Tasso Jereissati (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB–PB) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
Foto: Pedro França / Agência Senado/Divulgação
O jornal que teve acesso aos áudios, a Folha de S. Paulo, divulgou outros trechos dos áudios e transcrições. O conteúdo polêmico, que dava conta de um "grande pacto nacional" entre membros do PMDB, articulando para "estancar a sangria" e obstruir a Operação Lava Jato, envolvendo ainda nomes do Judiciário, foi suficiente para alimentar as manchetes dos meses seguintes.
Até o momento, o nome do PSDB aparecia como o partido "interessado" na paralisação das investigações, indicando inclusive esquemas de campanha de Aécio Neves que contaram com caixa dois para o financiamento. Entretanto, não apontava nomes dos políticos que articularam, juntamente com Renan, Jucá, Sarney e Machado, na obstrução da Justiça, culminando no impeachment.
No mesmo arquivo entregue por Sérgio Machado aos investigadores e que vazou à imprensa há um trecho de conversa entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro narrando um encontro, já então ocorrido, entre políticos do PSDB e do PMDB para apoiar a obstrução da Lava Jato.
O diálogo inicia com Romero Jucá informando que conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de o Senado aceitar o impeachment. Lula intermediava junto a parlamentares do PMDB para que a sigla não rompesse com o partido, o PT, diante da crise política vivida pelo governo de Dilma Rousseff.
"A gente conversou um pouco com Lula sozinho, o Lula tentando uma saída [para a crise política]. Como é que sai, e como é que sai, porra, duma porra dessa? O governo nessa situação. O que a gente [PMDB] fez foi: nós não vamos romper [com o PT] no sábado, conseguimos segurar pra fazer o negócio sobreviver em unidade do partido", disse.
Em seguida, Jucá avisava a Machado que com "o negócio [a situação política] meio amorfo, nós vamos receber as moções [de impeachment]". "Mas não vamos votar essa porra [processo de impeachment], entendeu? Até num determinado momento poder reunir [os partidos interessados] pra votar, se precisar, então a gente fica num gatilho. Mas não tem que gastar [a armadilha] agora, nem queimar agora essa porra, nem o Michel [Temer], entendeu?".
Ainda que com a intermediação de Lula para evitar que o Senado Federal recebesse o impeachment, Romero Jucá deixou claro a Machado que o partido concordou em esperar, mas aguardava apenas o momento certo para a aceitação do processo que culminaria na queda de Dilma Rousseff.
Após a explicação dada a Machado, o senador peemedebista admitiu que, apesar da conversa com o ex-presidente na tentativa de salvar o governo Dilma, os políticos se reuniram com o PSDB, em uma noite de jantar na casa do ex-governador e senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Na ocasião, decidiram que o PMDB e o PSDB iriam se unir, e fechariam o tal acórdão nacional, que dias após gerou a queda definitiva de Dilma.
"Marcamos de noite um jantar com TASSO, na casa do TASSO. Fui eu, RENAN, EUNÍCIO, o TASSO, o AÉCIO, o SERRA, o ALOYSIO, o CÁSSIO, o RICARDO FERRAÇO, que agora virou psdbista histórico, aí conversamos lá. O quê que a gente combinou? Nós vamos, nós temos que tá juntos pra dar uma saída pro Brasil. Se a gente não tiver unido aí, com um foco na saída pra essa porra [paralisação da Lava Jato], não vai ter. E se não tiver, eu disse lá, todos os políticos tradicionais estão fudidos. Porque os caras [tucanos] disse: 'não no TSE, se cassar [a chapa Dilma e Temer]'. 'Ô AÉCIO, deixa eu te falar uma coisa, se cassar [a Dilma] e tiver eleição, nem tu, nem SERRA nisso aí, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não".
Somente após narrar esse encontro, é que Sérgio Machado questionou a Jucá se realmente "tinha caído a ficha" do PSDB. E o senador peemedebista então respondeu: "Caiu a ficha! Ontem eles disseram isso" - trecho então vazado pelo jornal Folha de S. Paulo.
INTERPRETAÇÃO REVERSA DA PROCURADORIA
Entretanto, apesar da clara citação, não divulgada pela imprensa no último ano, a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado - nome do PMDB, mas que também carrega histórico junto ao PSDB, como deputado federal e senador -, reverte as provas trazidas com os áudios e inclui o PT como suposto interessado na obstrução da Lava Jato.
Machado conta aos procuradores da República que "a estratégia para embaraçar e impedir o avanço da Operação Lava Jato passa por um acordo amplo, envolvendo diversos partidos políticos, em especial PMDB, PSDB e alguns integrantes do PT, como Dilma e Lula".
Ainda que as transcrições e os áudios de conversas de Machado com Jucá, Renan e Sarney não mostrassem medidas de Lula ou de Dilma, ou sequer narrasse diálogos de interesse de ambos em paralisar a Operação, o procurador-geral Rodrigo Janot comprou a tese de Machado:
Os trechos que seguem foram os detalhados, acima, pelo GGN. Dessa vez, é Machado quem conta aos investigadores a sua versão: "que o senador Romero Jucá confidenciou sobre tratativas com o PSDB nesse sentido facilitadas pelo receio de todos os políticos com as implicações da Operação Lava Jato, que essas tratativas não se limitavam ao PSDB, pois quase todos os políticos estavam tratando disso, como ficou claro para o depoente".
Além de citar direta e especificamente as tratativas de Romero Jucá, Renan Calheiros, José Sarney, com José Serra e Aécio Neves, Machado também menciona negociatas com José Agripino (DEM-RN) e Fernando Bezerra (PSB-PE), estes dois últimos o senador Renan Calheiros contou que "combinaram de botá-lo na roda [do acórdão]". "Eu disse ao AÉCIO e ao SERRA que no próximo encontro que a gente tiver, tem que botar o Zé AGRIPINO e o FERNANDO BEZERRA", disse Renan a Machado.
A única citação que o ex-presidente da Transpetro conseguiu realizar sobre o envolvimento do PT, foi uma conversa com os peemedebistas Renan e Sarney, em que Machado sugeriu o raciocínio, em sua opinião: "Não dá para ficar como tá. Nós temos que encontrar uma solução. Se não, vai todo mundo. Como moeda de troca é preservar o Lula. [Senão], vai todo mundo de roldão". 
De forma generalizada, assim explicou Machado aos procuradores da República: "O depoente tem a esclarecer que se referia à necessidade de paralisar a Operação Lava Jato, inclusive em face do ex-presidente LULA, ou todos os políticos seriam alcançados, haja vista o modelo de financiamento de campanhas eleitorais praticado há décadas no Brasil".
Fonte: CGN

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Preta Gil desiste de bloco em SP após exigência de Doria
Slide 1 de 35: Cantora tinha planos de levar Bloco da Preta para a cidade
Preta Gil desistiu de levar seu bloco de Carnaval, o Bloco da Preta, para as ruas de São Paulo. Para desfilar, a cantora teria de desembolsar a quantia de R$ 240 mil.
O prefeito da cidade, João Doria, exigiu que blocos de fora pagassem a taxa para participarem da folia, segundo o jornal “O Globo”.
Neste ano, a filha de Gilberto Gil vai sair com seu bloco pelas ruas do Rio de Janeiro e de Salvador, na Bahia.
Inclusive, a partir de 2018, Preta vai assumir o comando do Camarote Expresso 2222, no Circuito Barra/Ondina.

Juiz nega pedido de prisão domiciliar a Eike Batista

Eike chega à PF: sem visitas na cadeia
O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pelos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, negou nesta quinta-feira o pedido da defesa do empresário Eike Batista para que ele fosse mandado à prisão domiciliar ou transferido à Superintendência da Polícia Federal no Rio. Acusado de pagar 16,5 milhões de reais em propina ao ex-governador Sérgio Cabral e principal alvo da Operação Eficiência, Eike está preso em uma cela comum de Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, porque não tem curso superior.
Os advogados do ex-bilionário alegaram a Bretas que há riscos à integridade física dele, sobretudo depois que cresceram as especulações de uma delação premiada, e que Eike colaborou com os investigadores ao negociar sua volta dos Estados Unidos ao Brasil depois da deflagração da Eficiência.
O Ministério Público Federal, por sua vez, ponderou ao magistrado que Eike Batista só voltou do exterior depois da inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol e que a passagem a Nova York foi comprada no mesmo dia da viagem, “fatos que contradizem a sua atitude supostamente colaborativa”.
“Verifico que a alegada participação do investigado no esquema criminoso sob investigação afigura-se relevante, não havendo fato novo que justifique qualquer modificação no decreto prisional inicial”, afirma o juiz.
Para Bretas, a decisão pela prisão preventiva do ex-bilionário está baseada “em diversos elementos de prova e fortes indícios de autoria” e o comportamento de Eike “não indica a sua intenção em colaborar com a Justiça”.
O juiz federal lembra que o empresário teria mentido em depoimento ao Ministério Público Federal a respeito da contratação do escritório da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo e, além disso, “estaria adotando expedientes para ludibriar as autoridades de investigação, utilizando sua estrutura empresarial para forjar contratos fraudulentos e repassar propina ao ex-governador Sérgio Cabral”.
“É razoável supor que Eike Fuhrken Batista, eventualmente em liberdade, ou mesmo em recolhimento domiciliar, persevere nas práticas dos delitos que ensejaram seu encarceramento”, afirma Marcelo Bretas.
Quanto ao risco à integridade física do ex-bilionário, Bretas entende que “suposta situação de risco é comum a toda e qualquer pessoa recolhida em estabelecimento prisional brasileiro, diante do grave quadro de segurança pública nacional”.
“De mais a mais, a grave crise carcerária atual, conforme apurado até o momento, envolve disputa entre facções rivais que atuam no tráfico de drogas, não havendo notícia do envolvimento do requerente com qualquer desses grupos criminosos”, conclui o magistrado.
Fonte: Veja.com

Fachin autoriza inquérito contra Renan, Jucá e Sarney

O ministro Edson Fachin
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou na noite desta quinta-feira a abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL)Romero Jucá  (PMDB-RR), o ex-presidente José Sarney e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado por tentativa de obstrução da Operação Lava Jato. A decisão de Fachin, a primeira desde que ele foi sorteado como novo relator da Lava Jato na Corte após a morte do ministro Teori Zavascki, atende ao pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta semana.
O pedido de Janot, que afirma que os peemedebistas formam uma “quadrilha”, tem como base o acordo de delação premiada de Machado, que gravou seis horas de ligações telefônicas os senadores e o ex-presidente. Nos diálogos com o ex-diretor da subsidiária da Petrobras, Sarney, Renan e Jucá fizeram comentários que demonstravam suas intenções de brecar as apurações da Lava Jato.
Tanto Sarney quanto Renan, que agora é alvo de 13 inquéritos no Supremo, buscavam alternativas para influenciar o então relator da operação no STF, Teori Zavascki, enquanto Jucá foi ainda mais direto: falou em “estancar essa sangria”.
“É chocante, nesse sentido, ouvir o senador Romero Jucá admitir, a certa altura, que é crucial ‘cortar as asas’ da Justiça e do Ministério Público, aduzindo que a solução para isso seria a Assembleia Constituinte que ele e seu grupo político estão planejando para 2018”, ressalta Rodrigo Janot.
De acordo com o procurador-geral, o objetivo dos peemedebistas era construir um acordo com outros partidos no Congresso para alterar leis que pudessem interferir nos rumos da Lava Jato, entre as quais a proibição de acordos de delação premiada com investigados ou réus presos, mudanças nas regras para que empresas firmassem acordos de leniência, permitindo que os acordos fossem firmados mesmo sem o reconhecimento de crimes, e a proibição de execução de penas após julgamento na segunda instância.
Para Janot, há “elementos concretos de atuação concertada entre parlamentares, com uso institucional desviado, em descompasso com o interesse público e social, nitidamente para favorecimento dos mais diversos integrantes da organização criminosa”.
No pedido aceito pelo relator da Lava Jato no STF, a PGR também aponta como tentativa de obstrução a intenção de reduzir poderes do Judiciário e do Ministério Público com a realização de uma nova constituinte. “Não bastasse a trama para mudar a legislação, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney ainda revelam o plano de incluir o Supremo Tribunal Federal, reserva necessária de sobriedade institucional, na costura política de um grande acordo espúrio para evitar o avanço do complexo investigatório”, conclui o procurador-geral da República.
Fonte: Veja.com

Comissões das reformas da Previdência e trabalhista devem começar nesta 5ª

Do UOL, em São Paulo
As reformas da Previdência e trabalhista devem avançar mais uma etapa no Congresso nesta quinta-feira (9). A previsão é de que a Câmara dos Deputados instale hoje as comissões especiais para analisar o teor de cada uma das propostas, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia. 
Uma comissão especial vai analisar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287, que trata da reforma da Previdência e foi enviada ao Congresso no fim do ano passado pelo governo. 
A outra comissão especial vai analisar a reforma trabalhista proposta no PL (Projeto de Lei) 6.787/16.

Maioria governista

Cada comissão será formada por 37 deputados titulares e igual número de suplentes. 
Como a distribuição das vagas nas comissões é proporcional ao tamanho das bancadas ou blocos partidários, os partidos que integram a base governista terão a ampla maioria de integrantes em ambas as comissões.

Análise em até 80 dias

Indicado como presidente da comissão especial que vai analisar a proposta de reforma da Previdência, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse na terça-feira que espera concluir os trabalhos no prazo de 70 a 80 dias. A intenção é que a proposta seja aprovada na Câmara até o final de abril e depois encaminhada ao Senado. A relatoria deve ficar com o deputado Arthur Maia (PPS-BA).
Segundo Marun, o governo defende que a proposta seja votada nas duas casas legislativas (Câmara e Senado) até o final do primeiro semestre. "Estamos trabalhando com a perspectiva de votarmos a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre tanto na Câmara como no Senado. Isso traz para a comissão a responsabilidade de, no prazo de 70 a 80 dias, ter concluído o nosso trabalho", disse.
Em relação à reforma trabalhista, a relatoria deverá ficar com o Rogério Marinho (PSDB-RN). A presidência ainda não está definida.
(Com Agência Brasil e Agência Câmara)

Polos magnéticos da Terra ‘podem estar prestes a se inverter’ – e os primeiros sinais estão aí

Imagem: NASA
Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a se inverter pela primeira vez em 786 mil anos – e os primeiros sinais podem estar visíveis numa “anomalia” sob a África do Sul.
Se os polos se inverterem, as bússolas irão apontar para o sul – e isso acabará tendo um impacto significativo na rede elétrica da Terra, embora não seja provável que a “inversão” ocorra imediatamente.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester, uma “anomalia” na África do Sul pode ser a chave para prever a próxima inversão – num local profundo, abaixo do solo, onde as bússolas apontam para o sul.
O professor John Tarduno, da Universidade de Rochester, disse: “Há um ponto de polaridade invertida sob o solo no sul da África, na fronteira entre o núcleo e o manto, onde o núcleo externo do ferro líquido se encontra com a parte mais rígida do interior da Terra”.
“Nesta área, a polaridade do campo é oposta ao campo magnético global médio. Se fôssemos capazes de usar uma bússola nas profundezas deste local, poderíamos ver que o norte, na verdade, aponta para o sul”.
“Acreditamos que estes pontos invertidos no núcleo crescem rapidamente, e depois diminuem com uma maior lentidão. Ocasionalmente, um ponto pode se tornar grande o suficiente para dominar o campo magnético do Hemisfério Sul, causando a inversão dos polos”.
“A ideia convencional por trás das inversões é de que elas podem começar em qualquer lugar do núcleo. Nosso modelo conceitual sugere que talvez haja locais especiais na fronteira entre o núcleo e o manto, que promovem as inversões”.
Mas antes que você comece a pensar em como sobreviverá a esta mudança, é importante saber que é improvável que isso aconteça imediatamente. Os cientistas preveem que a “inversão” ocorrerá durante os próximos dois mil anos.
Magnetic field that extends from the Earth's inner core to where it meets the solar wind
Also called magnetic field of Earth
Earth's magnetic field, also known as the geomagnetic field, is the magnetic field that extends from the Earth's interior out into space, where it meets the solar wind, a stream of charged particles emanating from the Sun. Its magnitude at the Earth's surface ranges from 25 to 65 microteslas. Roughly speaking it is the field of a magnetic dipole currently tilted at an angle of about 10 degrees with respect to Earth's rotational axis, as if there were a bar magnet placed at that angle at the center of the Earth. The North geomagnetic pole, located near Greenland in the northern hemisphere, is actually the south pole of the Earth's magnetic field, and the South geomagnetic pole is the north pole. 
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Sources:
 
NASA, Wikidata, and Wikipedia. Show details