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segunda-feira, 29 de maio de 2017

TSE não é joguete nas mãos do governo, diz Gilmar Mendes

Foto: Rogerio de Santis/Futura Press
Foto: Rogerio de Santis/Futura Press
MÔNICA BERGAMO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmou nesta segunda-feira (29) que "o TSE não é joguete nas mãos do governo".
Mendes reage às informações, volta e meia divulgadas pela imprensa, de que ministros da corte eleitoral poderiam pedir vista do processo que pode levar à cassação do presidente Michel Temer para dar sobrevida a ele.
Ele acredita que as informações são repassadas aos jornalistas por integrantes da equipe de Temer. "Fontes do Palácio do Planalto ficam palpitando, dizendo à imprensa como os ministros do TSE vão votar, se vai ter pedido de vista, se não vai ter", diz ele.
"Isso me irrita profundamente. Eles não sabem absolutamente nada do que ocorre no tribunal. Não cuidam nem sequer de seu ofício. Se fizessem isso, não estariam metidos nessa imensa crise", segue o ministro.
"As fontes do Planalto são outro ramo das Organizações Tabajara, que é no que se transformou o Brasil", afirma ainda o magistrado.
Ao dar palpite indevido, segue Mendes, "essas fontes tumultuam um julgamento que já é dificílimo”. “Num julgamento complexo é normal pedir vista. Mas, se alguém fizer isso, não será a pedido do Palácio.”
“Ficam alimentando especulações indevidas na imprensa. Agem como se o TSE fosse um departamento do governo. Repito: o TSE não é um departamento do governo”, finaliza o magistrado.
Advogado deixa a defesa de Rodrigo Rocha Loures
© Brizza Cavalcante / Agência Câmara Rocha Loures ainda não tem novo advogado
O advogado José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, deixou a defesa do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado levando uma mala com R$ 500 mil de propina paga pela JBS.
A decisão foi do advogado, que não explicou os motivos da saída alegando impedimento ético.
Rocha Loures ainda não tem novo advogado. O deputado estaria conversando com procuradores sobre um acordo de delação premiada.
Ele é um dos auxiliares mais próximos do presidente Michel Temer e foi citado na delação premiada de executivos da JBS como tendo negociado propina representando o presidente da República.
Juca é advogado de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que negocia acordo de delação premiada na Lava Jato.
Na semana passada Rocha Loures devolveu na Polícia Federal a mala com dinheiro recebido da JBS. A devolução aconteceu em duas etapas. Primeiro seus advogados entregaram R$ 465 mil em dinheiro vivo numa mala. Os R$ 35 mil que faltavam para completar os R$ 500 mil foram depositados numa conta judicial aberta pelos responsáveis pela investigação. Com informações da Folhapress. 
Novo ministro da Justiça avalia mudar comando da Polícia Federal
Torquato Jardim-temer-20160602-031: Brasília - DF, 02/06/2016. Presidente Interino Michel Temer durante cerimônia de posse do senhor Torquato Jardim no cargo de Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle. Foto: Beto Barata/PR
© reprodução Brasília - DF, 02/06/2016. Presidente Interino Michel Temer durante cerimônia de posse do senhor Torquato Jardim no cargo de Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle. Foto: Beto Barata/PR
Nomeado para o Ministério da Justiça neste domingo, o jurista Torquato Jardim disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que vai ouvir sugestão do presidente Michel Temer (PMDB) e avaliar a possibilidade de mudar o comando da Polícia Federal. Jardim, que era titular da Transparência, também afirmou não acreditar na existência de uma crise política no Brasil.
Sobre o órgão que executa as investigações da Operação Lava Jato contra Michel Temer e ministros do governo, o novo ministro declarou que vai estudar eventuais alterações na direção da PF. “Vou ouvir a recomendação do presidente, de outras personalidades que conhecem o assunto, fazer o meu próprio juízo de valor e decidir. Não vou me precipitar nem antecipar nada”, afirmou.
Especialista em Direito Eleitoral e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jardim foi nomeado para o lugar de Osmar Serraglio (PMDB) – que assume a Transparência – às vésperas do julgamento em que a Corte pode cassar o mandato do presidente. Tendo cadeira no TSE em dois mandatos, entre 1988 e 1992 e 1992 e 1996, ele reconhece que terá um papel importante na articulação do governo com o Judiciário, mas diz acreditar que o julgamento da chapa Dilma-Temer será “técnico”.
“Os ministros decidirão com base no que está nos autos. Tem a acusação e a defesa, a inicial e a contestação, como em qualquer ação. No mais, é especulação. A inicial é referente à 2014 e o que será observado são os fatos e provas que ali estão”, diz o novo ministro, que também presidiu o Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) entre 2002 e 2008. O julgamento deverá ser retomado no próximo dia 6 de março, com a expectativa de que o relator, ministro Herman Benjamin, apresente parecer favorável à cassação da chapa, com a saída de Temer do cargo.
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Apesar da crise que atingiu o governo ter sido iniciada após a divulgação da delação premiada do empresário Joesley Batista, Torquato Jardim disse não acreditar que existe uma “crise política”, mas sim uma instabilidade econômica. “O que interessa, em primeiro lugar, é a economia. A crise não é política – a mídia transformou em crise política –, mas econômica”, concluiu.
O ministro questionou também a decisão de Luiz Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir um inquérito para investigar o presidente Michel Temer se baseando em uma prova “não periciada” – a gravação do diálogo entre Temer e Joesley.

Lava Jato

Questão delicada para todos os ministros que assumem a pasta da Justiça desde 2014, a Operação Lava Jato deverá ser objeto de atenções do novo ministro. A redução de aproximadamente um terço do orçamento destinado à Superintendência da Polícia Federal no Paraná – de 29,1 para 20,5 milhões de reais –, gera tensões entre os membros da força-tarefa e o governo. O valor destinado exclusivamente a investimentos na operação também caiu de 4,1 milhões para 3,4 milhões de reais.
As consequências da redução de verbas para a investigação são a dificuldade para pagar diárias, realizar procedimentos e outras ações necessárias, asfixiando financeiramente a operação.”Isso havia acontecido no começo da operação, mas, depois, os recursos voltaram. Agora, isso volta a acontecer”, declarou o procurador Andrey Borges de Mendonça, que participou da Lava Jato e agora atua na Operação Custo Brasil, sobre desvios no Ministério do Planejamento.
No sábado, antes da nomeação de Torquato Jardim, havia reafirmado que o corte de gastos foi linear em todas as áreas da Polícia Federal, atendendo às diretrizes de economia do governo federal. A pasta responsável pela PF também negou as dificuldades técnicas na Lava Jato e disse que “haverá remanejamento de recursos sempre que for necessário para não haver descontinuidade em operações importantes”.
Um dos membros atuais da força-tarefa, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima avaliou a investigação como “superavitária”, por recuperar valores desviados por esquemas de corrupção. “A Lava Jato é uma operação superavitária em termos de recuperação de valores para o Estado brasileiro. Ela custa infinitamente menos do que os valores despendidos nela”, afirmou.
Desde 2014, a Operação já firmou 155 acordos de delação premiada e dez de leniência. Segundo a força-tarefa, foram recuperados até agora 10,3 bilhões de reais – desse total, 3,2 bilhões em bens já recuperados e 756 milhões em valores repatriados. O pedido da Lava Jato é o de que os acusados somados paguem 38,1 bilhões de reais, incluindo multas.
Vaccari Neto e mais 13 viram réus em Operação Greenfield
Vaccari Neto e mais 13 viram réus em Operação Greenfield: Ele já está preso, por conta da Lava Jato
© Agência Brasil Ele já está preso, por conta da Lava Jato
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais 13 pessoas passaram ao status de réus na Operação Greenfield, nesta segunda-feira (29). O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou a denúncia do Ministério Público. Vaccari Neto já está preso, por conta da Lava Jato. As informações são do G1. 
Para chegar ao veredito, o magistrado disse que existem indícios suficientes de que houve  gestão fraudulenta na Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A fraude teria favorecido a empreiteira Engevix - alvo da Lava Jato. 
Confira quem são os réus: 
Demósthenes Marques, ex-diretor de Investimentos da Funcef
Guilherme Narciso de Lacerda, ex-diretor-presidente da Funcef
Luiz Philippe Peres Torelly, ex-diretor de Participações Societárias e Imobiliárias da Funcef
Antônio Bráulio de Carvalho, ex-diretor de Planejamento e Controladoria da Funcef
Geraldo Aparecido da Silva, ex-diretor de Benefícios, em exercício, da Funcef
Sérgio Francisco da Silva, ex-diretor de Administração da Funcef
Carlos Alberto Caser, ex-presidente da Diretoria Executiva da Funcef
José Carlos Alonso Gonçalves, ex-diretor de Benefícios da Funcef
Roberto Carlos Madoglio, ex-superintendente Nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa Econômica Federal
José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix /Desenvix
Gerson de Mello Almada, ex-vice-Presidente da Engevix
Cristiano Kok, sócio da Engevix /Desenvix
Milton Pascowitch, lobista
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT

terça-feira, 23 de maio de 2017

Turma do STF condena Paulo Maluf a 7 anos e 9 meses de prisão

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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP), a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, em regime fechado, mais multa, pelo crime de lavagem de dinheiro. Pelo entendimento unânime do colegiado, em casos de condenação a regime fechado, o político deve também perder o mandato parlamentar, cabendo a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados apenas confirmar a decisão. No julgamento, a 1ª Turma determinou ainda a interdição de Maluf para o exercício de cargo e função pública de qualquer natureza pelo dobro da pena privativa de liberdade. O político ainda pode recorrer no próprio Supremo.
Na dosimetria da pena, o relator Edson Fachin afirmou que o juízo de reprovação contra Paulo Maluf é “particularmente intenso” e disse que a sanção contra o parlamentar deve considerar que o réu é deputado, que os ilícitos foram caracterizados pela “habitualidade” e “prática usual pelo acusado”. Para o relator, a lavagem ocorreu em contexto de múltiplas transações financeiras e de transnacionalidade.
O STF concluiu nesta terça-feira julgamento da ação penal em que o deputado federal Paulo Maluf é acusado de crimes de lavagem de dinheiro a partir de recursos de corrupção nas obras da Avenida Água Espraiada. As acusações contra Maluf envolviam desvio de dinheiro por meio de cobrança de propinas em obras públicas e a remessa de valores ao exterior por meio de doleiros. Segundo o Ministério Público, o esquema com participação de Maluf vigorava quando o político era prefeito de São Paulo, nos anos de 1997 e 1998, embora tenha continuado com envolvimento direto dele nos anos seguintes.
De acordo com a acusação, um aditamento contratual feito na obra, no ano de 1995, inseriu a construtora OAS no empreendimento, permitindo que fosse aberto caminho para o recolhimento de propina. A obra foi concluída em 2000 com custo final de 796 milhões de reais. “Essa foi a fonte primordial dos recursos utilizados na lavagem (de dinheiro)”, afirmou a procuradoria-geral da República.
A acusação contra Paulo Maluf dividiu em cinco momentos o esquema de lavagem de dinheiro do político: entre os anos de 1993 e 2002 em contas correntes localizadas na Suíça; de 1997 a 2001 em contas da Inglaterra; um momento específico em março de 2001, quando Maluf, na condição de diretor da empresa Durant Internacional Corporation, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, orientou e comandou a conversão de ativos ilícitos em recibos de ações da empresa Eucatex S.A.; um quarto momento com lavagens entre 1997 e 2006 por meio de 12 contas no paraíso fiscal das Ilha de Jersey, nas Ilhas Virgens Britânicas, e uma quinta ação em que Maluf é acusado de, no período de 29 de julho de 1997 a 30 de julho de 1998, ter convertido recursos de propina em debêntures conversíveis em ações da Eucatex.
O julgamento do STF foi utilizado em boa parte para discutir se as acusações contra Maluf estavam ou não prescritas. Como o deputado tem mais de 70 anos, o prazo prescricional é reduzido pela metade, abrindo caminho para que políticos mais velhos, como o próprio ex-prefeito de São Paulo, acabem tendo chance de não serem punidos efetivamente pela justiça. Ao final, o Supremo reconheceu que não houve prescrição no quarto esquema de lavagem de dinheiro de Maluf, cujos crimes ocorreram de 1997 a 2006. Isso porque o crime de lavagem praticado na modalidade ocultação é considerado crime permanente e, por isso, o prazo de prescrição começa a contar do dia em que as autoridades brasileiras tomaram conhecimento do fato e de quando cessou a prática criminosa, e não do dia em que o crime em si foi praticado. Sobre essas acusações, a prescrição ocorreria, conforme entendeu a maioria da 1ª Turma, em 2019, ou seja, oito anos depois do recebimento da denúncia contra Paulo Maluf, ocorrido em 29 de setembro de 2011.
Fonte: veja.com

Veja o resumo das principais notícias de hoje

Grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque do lado de fora da Manchester Arena, perto da entrada de uma estação de trem. A bomba utilizada, repleta de pregos, pilhas e material explosivo, tinha o objetivo de provocar uma carnificina
© Foto: PA Grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque do lado de fora da Manchester Arena, perto da entrada de uma estação de trem. A bomba utilizada, repleta de pregos, pilhas e material explosivo, tinha o objetivo de…
Autor de ataque em Manchester é identificado pela polícia
responsável pelo atentado em Manchester que deixou 22 mortos e 59 feridos foi identificado pela polícia na tarde desta terça-feira como Salman Abedi, de 22 anos. O terrorista morreu no ataque, ao detonar um explosivo nos arredores da Manchester Arena, logo após o final de um show da cantora americana Ariana Grande. Assista ao vídeo do momento da explosão(Via Veja.com e BBC Brasil)
Ainda sobre o assunto:
Senadores batem boca e quase se agridem em sessão sobre reforma trabalhista
Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quase partiram para as vias de fato durante sessão de debates sobre a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. Um recurso de Randolfe que poderia atrasar os trabalhos havia acabado de ser rejeitado por parlamentares por 13 votos a 11. Mesmo com a confusão, a proposta da reforma avançou no Senado(Via Estadão e Veja.com)
Turma do STF condena Paulo Maluf a 7 anos e 9 meses de prisão
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP), a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, em regime fechado, mais multa, pelo crime de lavagem de dinheiro. (Via Veja.com)
Lula é acusado de 10 crimes de corrupção e 44 de lavagem
Na denúncia criminal apresentada nesta segunda-feira, 22, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia (SP), o petista é acusado por 10 atos de corrupção e 44 atos de lavagem de dinheiro, no esquema de corrupção descoberto na Petrobrás pela Operação Lava Jato. O petista ainda pode ter que pagar R$ 155 milhões, com os demais acusados, pelos supostos crimes. Uma imagem publicada por Renato Duque implodiu uma das principais teses de defesa apresentadas pelo ex-presidente ao juiz Sergio Moro sobre uma das tantas acusações que o atormentam. Além disso, João Santana e Mônica Moura vão depor contra Lula(Via Exame.com, Veja.com e Agência O Globo)
Cracolândia volta a ter confusão e PM aciona reforço para a região
Dois dias depois de uma operação policial dispersar usuários de droga da região da Cracolândia, no centro de São Paulo, o local voltou a registrar confusão no fim da tarde desta terça-feira, 23. Após terem sido dispersados da Praça Princesa Isabel, um grupo se estabeleceu novamente próximo à Rua Helvétia e à Alameda Barão de Piracicaba, a um quilômetro de distância do ponto original. (Via Estadão)
Defesa de Loures entrega à Polícia Federal mala com R$ 465 mil
A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou à Polícia Federal (PF) em São Paulo uma mala com R$ 465 mil. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que continha R$ 500 mil, segundo as investigações, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. No documento em que atestou a apreensão, os policiais contaram 9.300 notas de R$ 50. Os advogados não se manifestaram sobre a falta de R$ 35 mil(Via Agência Brasil)
Morre Roger Moore, o eterno agente 007; relembre a carreira
Conmebol tira vitória, e Chapecoense está fora da Libertadores
A Chapecoense está eliminada da Copa Libertadores. Nesta terça-feira, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) puniu a equipe catarinense pela escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio na vitória por 2 a 1 sobre o Lanús-ARG, na última quarta-feira, pela 5ª rodada da fase de grupos, na Argentina. A Chapecoense ainda vai recorrer da decisão. (Via ESPN)
Lucas Lima é cortado dos amistosos da Seleção Brasileira
A CBF anunciou nesta terça-feira o corte do meia Lucas Lima, do Santos, da convocação de jogadores para a disputa dos amistosos contra Argentina e Austrália. Tite não vai chamar um substituto, até porque já tinha convocado, com o meia do Santos, 24 jogadores. (Via LANCE!)
Real Madrid oficializa contratação de Vinícius Junior, que pode ficar no Fla até 2019
Real Madrid anunciou oficialmente a contratação de uma das maiores promessas do futebol brasileiro: Vinícius Jr, do Flamengo. "O Real Madrid C.F. e o Clube de Regatas Flamengo acertaram a transferência dos direitos federativos do jogador Vinícius Junior a partir de julho de 2018", disse o comunicado oficial da equipe espanhola. (Via ESPN)
Pedido de prisão a Ricardo Teixeira é 'provável', segundo autoridades
A "Operação Jules Rimet" pode levar Ricardo Teixeira à prisão. Segundo informações reveladas pelo "Estado de São Paulo" nesta terça-feira, as autoridades da Espanha consideram a chance do ex-presidente da CBF em ser detido pelas acusações de distribuir propina relativa aos direitos da imagem da Seleção Brasileira como "algo provável"(Via LANCE!)
Eliana sofre descolamento da placenta e é afastada do SBT
Na noite da última segunda-feira (22), Eliana usou seu perfil no Instagram para anunciar seu afastamento da apresentação de seu programa homônimo no SBT devido a uma complicação na gestação. Grávida de cinco meses, a loira revelou que sofreu um descolamento da placenta e que, por conta disso, terá que ficar de repouso até o fim da gravidez(Via Famosidades)
Marcelo Rezende, com câncer, deixa retiro espiritual: 'Segundo momento da cura'
Marcelo Rezende deixou o retiro espiritual no qual estava há uma semana, no final da manhã desta terça-feira (23). O apresentador do "Cidade Alerta" foi diagnosticado com câncer no pâncreas e fígado. "Eu estou a caminho, no meio de uma estrada, da farmácia de Deus. Agora, eu entro no segundo momento da minha cura". (Via Purepeople)
Senadores batem boca e quase se agridem em sessão sobre reforma trabalhista

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quase partiram para as vias de fato durante sessão de debates sobre a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. Um recurso de Randolfe que poderia atrasar os trabalhos havia acabado de ser rejeitado por parlamentares por 13 votos a 11.
Os ânimos estavam exaltados na primeira discussão no Congresso após a crise política deflagrada pelas delações de executivos da JBS. Relator da proposta, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) se preparava para ler seu parecer quando a confusão começou. O documento, porém, foi publicado na internet durante a confusão e Ferraço o deu como lido. "Dei o relatório como lido e foi concedida vista. A tendência é que a votação seja já na próxima terça-feira. O calendário da reforma trabalhista está absolutamente mantido", afirmou Ferraço.
O recurso de Randolfe questionava o fato de o parecer de Ferraço não ter sido previamente apresentado a deputados, como prevê o regimento. O requerimento foi rejeitado por pequena margem de votos. Logo após a divulgação do placar, houve bate-boca entre senadores e uma confusão generalizada interrompeu a sessão.
A confusão começou quando Randolfe virou-se para o colega Ataídes e gritou: "Vocês estão sustentando um governo corrupto, mas nós não vamos aceitar isso." Visivelmente irritado, Ataídes partiu para o ataque. "Você é bandido e vagabundo", respondeu o tucano.
Randolfe reagiu, usando os mesmos termos. "Bandido é você! Vagabundo é você! Me respeite!", bradou. "Vou te pegar lá fora, moleque, vagabundo!", devolveu Ataídes.
ctv-m7w-ataides cae: O senador tucano Ataídes Oliveira precisou ser contido por colegas© Marcos Oliveira/Agência Senado O senador tucano Ataídes Oliveira precisou ser contido por colegas
Deputados chegaram a subir na mesa durante a discussão. No fundo da sala, manifestantes gritavam "Fora, Temer!", "Golpistas" e "Jucá na cadeia". O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), mostrava-se impassível. "O próximo passo é queimarem pneus aqui dentro!", afirmou Jucá. "A oposição está desesperada."
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o governo de Michel Temer acabou. "Todo mundo aqui dentro sabe que o Temer caiu. A questão é saber quando e de que forma ele vai sair", concluiu o petista.
Além da CAE, a reforma trabalhista precisa passar pelas comissões de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS) antes de ser votada em plenário, onde precisa da maioria simples dos votos para ir à sanção presidencial. Caso seja rejeitado em alguma dessas etapas, o projeto será arquivado.
Parecer. Enquanto a confusão se instalou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o relatório produzido por Ricardo Ferraço (PSDB-ES) foi publicado na página da CAE na internet. O parecer pede a aprovação do texto vindo da Câmara dos Deputados, mas sugere alterações em alguns pontos por veto presidencial ou edição futura de medida provisória.
'Não há outro caminho, que não o impedimento da presidente Dilma', diz Ricardo Ferraço: O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)© Wilton Junior|Estadão O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
O documento de 74 páginas confirma a estratégia de avançar com o texto no Senado sem alterar o projeto aprovado na Câmara. Para incluir as alterações sugeridas pelos senadores, o parecer de Ferraço sugere ajustes fora da Casa - com a necessidade de atuação do Palácio do Planalto.
“Concertamos junto ao Poder Executivo que alguns itens da proposta em tela devem ser vetados, podendo ser aprimorados por meio da edição de medida provisória que contemple ao mesmo tempo o intuito do projeto aprovado na Câmara dos Deputados e o dever de proteção externado por muitos parlamentares”, cita o parecer divulgado por Ferraço.
O que se sabe sobre Salman Abedi, apontado pela polícia como autor do ataque de Manchester
Policiais em frente a imóvem em Manchester, no norte da Inglaterra: Polícia guarda uma das residências que foram da família de Salman Abedi em Manchester
© Getty Images Polícia guarda uma das residências que foram da família de Salman Abedi em Manchester
Nascido na véspera do Ano-Novo em 1994 na própria cidade de Manchester, o britânico Salman Abedi foi apontado pela polícia como o suspeito pela explosão na Manchester Arena na noite de segunda-feira.
O ataque, ocorrido na saída de um show da cantora pop Ariana Grande, deixou ao menos 22 mortos e 59 feridos. O autor do atentado está entre os mortos.
Há poucos detalhes confirmados sobre sua família: acredita-se que tenha origem líbia e que ele tivesse ao menos três irmãos - um mais velho, nascido em Londres, e dois mais novos, de Manchester.
A cidade ao norte da Inglaterra abriga uma das maiores comunidades de líbios no Reino Unido, e vizinhos dos Abedi contam que eles erguiam uma bandeira líbia diante da casa em algumas épocas do ano.
A família Abedi teve mais de um endereço em Manchester, incluindo uma casa na rua Elsmore, que foi interditada pela polícia.
A Universidade de Salford confirmou que Salman foi estudante da instituição e disse estar ajudando a polícia nas investigações.
Fawaz Haffar, membro do Centro Islâmico de Manchester, disse à agência PA que é provável que Salman tenha sido um frequentador do local.
Segundo Haffar, o pai de Salman costumava fazer o chamado às orações na mesquita, e um de seus irmãos foi voluntário do local.
"Nos asseguramos de que (na mesquita) se pregue o islã verdadeiro, moderno, que pregue amor ao próximo, paz e harmonia", acrescentou.

Investigações

O chefe da polícia de Manchester, Ian Hopkins, informou que o corpo de Salman ainda não foi oficialmente identificado.
Agora, investiga-se se o jovem de 22 anos agiu por conta própria ou se era parte de uma rede extremista mais ampla.
Até a noite de terça-feira, a polícia havia detido apenas mais um suspeito: um jovem de 23 anos por suspeita de ligação com o atentado, cuja identidade não foi revelada.
Como consequência do ataque, ao governo britânico elevou o alerta para ataques terroristas no país para o nível "crítico", o que significa que a expectativa é de um novo atentado a qualquer momento.
Fonte: BBC Brasill

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Temer justifica encontro com ação da PF que não tinha ocorrido

Michel Temer faz novo pronunciamento sobre escândalo envolvendo Joesley Batista, da JBS
No dia 7 de março, às 22h40, o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu no Palácio do Jaburu, em Brasília, o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS. Desde que uma gravação da conversa foi divulgada na semana passada, o presidente se esforça para justificar a razão de ter recebido um investigado em cinco inquéritos da Polícia Federal (PF), fora da agenda oficial, em um encontro noturno.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira, Temer, questionado sobre o motivo para a reunião, afirmou: “Quando [Joesley] tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca”, disse, referindo-se à ação da PF para apurar corrupção envolvendo frigoríficos e funcionários do Ministério da Agricultura.
Seria uma boa justificativa, uma vez que o setor de carnes, do qual o grupo comandado por Joesley é um dos principais expoentes, foi o mais afetado, não fosse por um detalhe: a operação foi deflagrada apenas dez dias após o encontro do presidente com o empresário.
Uma hipótese é que Temer já soubesse da operação dez dias antes de ela ocorrer, mas seria grave que ele tratasse disso justamente com um dos empresários alvos da investigação. Em entrevistas após a deflagração da Carne Fraca, o presidente e seus principais auxiliares evitaram se posicionar em um primeiro momento, alegando terem sido surpreendidos com a movimentação da PF e que ainda precisavam se inteirar dos fatos.
Na mesma entrevista, Temer voltou a negar que vai renunciar ao cargo e disse que isso seria um atestado de culpa. “Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”, afirmou.
Sobre o fato de Joesley ter dito que ele havia concordado com pagamentos para silenciar o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Temer afirma que sua frase foi proferida quando o empresário afirmou: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”. “[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do que, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim.”
Questionado sobre qual seria sua culpa, Temer diz que foi a ingenuidade. “Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento.” O presidente afirma desconhecer que Joesley era investigado e minimizou o fato de receber o empresário tarde da noite, em um encontro que não constava da agenda oficial. “Você sabe que muitas vezes eu marco cinco audiências e recebo quinze pessoas. Às vezes à noite, portanto inteiramente fora da agenda.”
Temer voltou a criticar a forma como foi gravado e o fato de os irmãos Joesley e Wesley Batista terem tido um tratamento diferente do que foi dispensado a outros investigados. “Ele não teve uma informação privilegiada, ele produziu uma informação privilegiada. Ele sabia, empresário sagaz como é, que no momento em que ele entregasse a gravação, o dólar subiria e as ações de sua empresa cairiam. Ele comprou US$ 1 bilhão e vendeu as ações antes da queda.”

30 presos fogem de Pedrinhas; 2 são mortos em troca de tiros com agentes

Complexo Penitenciário de Pedrinhas: Fuga aconteceu em unidade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís

Trinta detentos fugiram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e dois morreram em troca de tiros com agentes penitenciários na noite deste domingo, 21. Até o início da manhã desta segunda-feira, 22, seis presos haviam sido recapturados.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a fuga aconteceu depois da explosão de parte do muro da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6) por pessoas do lado de fora do presídio, ainda não identificadas.
Ainda de acordo com a Seap, detentos de duas celas do Pavilhão Gama serraram as grades e fugiram pelo buraco no muro causado pela explosão.
Os agentes penitenciários do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) que estavam de plantão agiram para tentar evitar a fuga e trocaram tiros com presos. Dois internos morreram, um no local e outro no hospital. A secretaria não informou se, além das duas mortes, houve feridos.
Policiais civis e militares foram acionados para auxiliar nas buscas pelos detentos que escaparam. O caso é investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Estado de Investigações Criminais (Seic), que terá 30 dias para a conclusão do inquérito.
Em nota, a gestão prisional afirmou que, "por estar separada do Complexo Penitenciário de São Luís, a UPSL 6 é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe de portaria unificada e inspeção por BodyScan, a exemplo das demais que compõem o complexo carcerário".

Se quiserem, me derrubem, diz Temer a jornal

Presidente Michel Temer
O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (22), que não existe a possibilidade de renúncia e que, se a oposição quiser tirá-lo, será preciso que o derrubem.
“Eu mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”, disse Temer.
Na publicação, o presidente se defende das acusações que vieram à tona na última quarta-feira (17), após divulgação da delação de Joesley Batista, executivo da JBS, sobre seu envolvimento com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato.
Em uma das perguntas feitas pela reportagem, o presidente tentou se explicar. Ele disse: “Não vou fazer isso, tanto mais que já contestei muito acentuadamente a gravação espetaculosa que foi feita. Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que dei a uma frase dele em que ele dizia: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”.
[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do quê, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim. E até o contrário. Na verdade, ele me contestou algumas vezes. Como eu poderia comprar o silêncio, se naquele processo que ele sofre em Curitiba, fez 42 perguntas, 21 tentando me incriminar?”
Na entrevista, Temer ainda justifica sua relação com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado correndo com uma mala de dinheiro. Segundo o presidente, os dois mantinham uma “relação institucional”. 
Protesto contra Temer em São Paulo pede ‘Diretas Já’ (Via AFP)
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